Mostrando postagens com marcador Primaveras. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Primaveras. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 21 de maio de 2013

Queria

Queria dias ensolarados e com chuvinha de noite, bem na hora de dormir.
Queria borboletas na janela, e passarinhos cantando para me acordar.
Queria ruas sem trânsito, sem radar e sem tensão.
Queria trabalho e prazer sempre, tudo no mesmo lugar.
Queria ter a vontade de me exercitar, quem nem a de beber água.
Queria dizer adeus e dizer oi no mesmo dia para a mesma pessoa.
Queria o perfume da magnólia me acompanhando na hora do almoço.
Queria almoçar tranquila, sempre na boa compania de bons amigos.
Queria coisas práticas, como o celular que funcionasse sempre e a ligação que nunca cai.
Queria estar aqui e estar aí num piscar de olhos.
Queria ser como a primavera, e nunca me cansar de florir.
Queria ser e não ser.
Queria.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

O Soldado e o Caminho







E lá nas bandas daquela muralha vermelha
Onde dentro se consumava o amor dos dois jovens nobres
Entre exóticos labirintos de jardins floridos
Entremeados por fontes em forma de conchas
De cujas águas sopravam-se refrescantes brumas 
Onde românticos caminhos levavam a secretas torres
De cujas janelas só se permitia ver
As inacreditáveis molduras rendadas de suas trelissas

Ali, ao redor de suas fortes muras
No calor úmido do suor de cada rosto
Dos seres normais que por ali rondavam
Guardava o soldado que de terras distantes retornava
Magro, com a pele escurecida pelos tantos dias ao sol
Mas belo, como só a juventude o permite de ser

Também ele, apesar da ausência do sangue azul
Trazia secretamente dentro do seu coração
Sentimento nobre que justificava o seu viver
O amor por aquela jovem da terra distante
Que o sentimento de responsabilidade o fez abrir mão
Mas apenas momentâneamente, ele espera
Pois um día, voltará para aquele amor na plenitude viver

Oh, Portus Cale, terra distante, seja clemente, e cuida de minha Cesária. Pois na primavera estarei de volta, e a amarei para sempre.

E assim o faria.
Enquanto não foi possível, em sua dura missão de soldado, naquela terra quente ao redor da mura, onde só pedra e sol se via, ele sonhava com a chegada da primavera.
E no desejo encontrou inspiração para expressar a ânsia de sua espera.
Em suas infindáveis rondas, recolhia pedras pelo caminho. E sofria com todo aquele peso, mas se liberava com a realização de mosaicos.
Flores e mais flores, era só isto que ele desejava expressar.
E acabou criando um caminho belíssimo, sem se dar conta, para toda a tropa passar.
Passou também o tempo, e o soldado reencontrou seu amor.
Muito tempo já se passou e  seu caminho de flores de pedras continua lá. 
Como se quisesse dizer que quando há amor e vontade, tudo há. Ele magicamente se mantém e capta a atração de visitantes de todo o mundo.
Você precisa ver.
E o seu caminho, você o fez?

Para "entrar no clima" deste post, aconselho a leitura do post "Alhambra no Alambrado", publicado anteriormente.


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Alhambra no Alambrado PARTE 2

E para comprovar que toda esta estoria, contada em meu post de ontem é a mais absoluta verdade, seguem fotos de alguns dos personagens principais citados:



A Primavera da Paz







A Ternura




Infelizmente não tenho fotos da Compaixão.
De fato, a compaixão está cada dia mais difícil de se achar nos dias de hoje....




quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Alhambra no Alambrado


A antiga fortaleza árabe, de cor vermelho granada, abraçava o castelo protegendo o jovem casal que ali vivia.
O sol beijava todos os dias aquela construção e a imensa terra ao seu redor.
Fora dali, tudo acontecia somente dentro das nuances do castanho, até terminar na imensidão de cor de areia.
Dentro dali, com o calor daquele amor e de intermináveis beijos, cresciam plantas com vários tipos de frutos. 
Formatos, cores, perfumes diferentes. 
Grandes e redondos, ou pequenos e em muitos, formando belos cachos. 
Mas uma coisa todos haviam em comum: dentro, todos eles eram suculentos e vermelhos, vermelho intenso.
Daquele amor nasceu a paz, branca imaculada.
Depois veio a ternura, em seu lilás cândido.
Em seguida veio a compaixão, com sua cor adamascada.
Magicamente, transformando-se num emaranhado de galhos e espinhos, Paz, Ternura e Compaixão se juntaram àquela fortaleza e protegeram para sempre a felicidade do apaixonado casal.
Amo minhas Primaveras. Guarda-las num dia de sol e imaginar estórias fantásticas assim me da um prazer indescritível.
Meu conselho de hoje: coloque mais fantasia no seu dia-a-dia...